Mostrar mensagens com a etiqueta Outono. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Outono. Mostrar todas as mensagens

07/11/2010

Sailing: Cascais - Senhora da Guia - Oeiras

Parados no cais de espera para fazer o check out:

A nossa vela grande ainda repousa, não tarda muito já a acordamos :)
 Saída da marina de Cascais.
 Céu e mar...hummm
 

 O tempo fica um pouco mais nublado. Está frio.
 Mais um bocadinho de sol e navegamos a boa velocidade para o Guincho.
 Vista do mar para a Senhora da Guia.

 Guincho ao fundo. Será que conseguimos?
 Com a aproximação ao Guincho o tempo muda, frio, chuva e muito vento.
 Marina de Oeiras. Depois da tempestade, a bonança!


Ainda não foi desta que chegamos ao Guincho, mas foi a primeira vez que fui para norte de Cascais e gostei. 
Quando saímos da marina o tempo estava morno e agradável, mas à medida que navegamos para norte o tempo ficou frio e chuvoso. Eu já tinha 3 camisolas vestidas e um casaco de lã, estava habilitada a fazer um documentário sobre a vida das cebolas, tantas camadas de roupa tinha em cima! 
Estava a recolher a genoa para estabilizar o barco e bati com a cabeça na retranca o que me fez largar o cabo, queimar os dedos e largar logo ali meia dúzia de palavrões de caserna. Foi mais ou menos nesta altura que achamos prudente inverter marcha e regressar mais cedo para o nosso destino, Oeiras.
Assim que começamos a velejar no sentido do rio o tempo melhorou e o sol voltou. 
Com estas tréguas aproveitamos para comer o nosso farnel, como o pão estava tão frio que facilmente podia ser considerado uma arma de auto-defesa, o meu rapaz resolveu aquecê-lo. Assim, fiquei ao leme enquanto ele foi transformar a nossa sandes em pão crocante e quentinho que acompanhamos com chá quente que tínhamos reservado no termo. É nestas alturas que as coisas simples da vida parecem manjares!
Atracamos em Oeiras com dificuldade. (temos de treinar melhor as chegadas ao cais). Arrastamos com a nossa vela a cana de pesca do barco vizinho, que de I passou a L ups!

Quietness, acordar na marina de Cascais

Pequeno-almoço a bordo: Chá quentinho!

 Finger vazio.
O vento arrepia a água como se fosse pele.
Vista do nosso "terraço":
Marina de Cascais de manhã (8h45)
 Os nossos vizinhos e os seus nomes catitas:


Outros vizinhos:



 Vista da entrada no nosso cais:



 Cabos e mangueiras sempre arrumadas na perfeição! Um bom marinheiro tem orgulho nos detalhes.
 Os mastros dos veleiros erguem-se cortando o azul. Uma adriça esquecida bate continuamente como se chamasse o dono para o mar.
  Em cada mastro uma bandeira ondula ao vento.
 O mar intensamente verde e tranquilo, aqui, protegido do vento.

 Cunho ao sol.
  Texturas: Madeira e Água.

 Espelho d'água.
  Happy feet! :)
 A faina dos outros.
 
 
Acordamos bastante cedo no nosso quarto pequeno na proa do veleiro. Tem a forma de um triângulo invertido, cuja base deve rondar os 20 cm (pés) e a topo uns 150 cm (cabeceira).
O ar frio e húmido rapidamente nos desperta.
Fazemos uma mochila com o necessário e vamos tomar banho ao balneário, esta parte indigente é engraçada, faz de todos os que aqui pernoitam se sintam fraternalmente ligados, assim, logo que meto a cabeça de fora do convés recebo um "Good Morning" vindo do meu vizinho sueco do barco ao lado que salta para a passadeira de madeira em t-shirt e calções, mais ou menos como eu teria feito em Agosto.
Arrumamos tudo. É fundamental que não haja nada solto para não cair quando começarmos a velejar.
Bebo um chá quente antes de zarpar.
Estamos prontos!

24/10/2010

Mar de Outono















É a primeira vez que estou a velejar no Outono, só comecei a aprender na primavera, e estou fascinada com as cores nesta altura do ano, é como se houvesse toda uma paleta de cores complexas e acentuadas que o Verão não deixa ver.

O tempo estava óptimo. Temos tido a imensa sorte de apanhar ventos fortes para velejar rapidamente e sem rajadas o que permite uma actividade sem grande desgaste, quase passeio. Velejar é fantástico, tem um ritmo próprio como se o tempo entrasse noutra dimensão, é fisicamente exigente, mas muito calmo, com qualquer coisa de yoga :)
O vento a bater-nos na cara, o calor do sol esperado em cada sobreposição de nuvens, a distância tão pacientemente conquistada faz com que cada vez mais gostemos de sair marina fora.